terça-feira, 15 de dezembro de 2009
GATOS:NÓS QUE OS AMAMOS TANTO
sábado, 12 de dezembro de 2009
A ÁRVORE: EXPLICAÇÕES ESFARRAPADAS
O vereador João Amin teve atendida a ação popular e ontem a Justiça determinou que o contrato que a Prefeitura fez com a Palco Sul, que tem sede em Tubarão, fosse suspenso e ainda determinou a anulação dos próximos pagamentos, bem como o sequestro de R$2.120 milhões das contas da empresa responsável pela montagem e desmontagem da árvore.
O debate no programa Conversas Cruzadas seria uma ótima oportunidade para o Secretário de Turismo do Município esclarecer toda essa polêmica em torno da árvore de Natal, mas o que vi foram frágeis tentativas de esclarecimentos e ainda muita grosseria e até ofensas pessoais do Secretário, visivelmente irritado.
Com todo esse imbroglio a programação das festas natalinas foram suspensas. Foi o que disse Mário Cavallazzi, porta voz do prefeito Dario Berger, porque o palco onde seriam realizados os shows também faz parte do contrato com a Palco Sul que foi suspenso por determinação da Justiça. Mas salientou que fariam "esforços" para que as festas de final de ano fossem realizadas.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
A ÁRVORE DA DISCÓRDIA : MAIS POLÊMICA
Confesso minha ignorância. Não consigo entender como é feito um contrato com uma empresa, a Palco Sul, sem licitação por “notória especialização” e esta subcontratou duas outras por R$ 1.7 milhões. Também não entendo quando o Secretário diz que não pode revelar os nomes das empresas privadas que se responsabilizaram por pagar as despesas com a montagem e desmontagem da árvore “por razões de contrato”. Quem patrocina alguma coisa, quer publicidade, quer aparecer. Com o caso de tão polêmica árvore de Natal os patrocinadores não querem colocar lá sua griffe. Dá pra entender?
Se tudo fosse feito com total transparência o Ministério Público não teria ajuizado uma ação cautelar no Tribunal de Justiça pedindo a suspensão do contrato e dos pagamentos pela instalação da árvore de Natal.
Diz matéria do DC de hoje: Os promotores Ricardo Paladino e Newton Trennepohl, que analisaram documentos enviados pela prefeitura, viram diferença de R$ 2 milhões entre o que a empresa PalcoSul deve receber (R$ 3,7 milhões), segundo o contrato, e o que repassou a duas empresas que subcontratou para fazer o trabalho (R$ 1,7 milhão). Também questionam a dispensa de licitação, adotada pela prefeitura sob o argumento de que a PalcoSul tem notória especialização. Eles não pedem a desmontagem da árvore.– A PalcoSul nunca havia feito uma árvore desse tipo. Ela não tem notória especialização, tanto é que subcontratou outras duas empresas, o que também é irregular – disse Paladino.
Pelo que se vê, mais capítulos virão dessa polêmica novela envolvendo tanta grana. Dinheiro público, com certeza - o nosso, que pagamos impostos.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
À ESPERA DO SONINHO
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
UM BELO ESPETÁCULO
Foi, pra mim, um domingo atípico: também parei na frente da televisão para ver um simples jogo de futebol que se transformou em grande espetáculo com tantas emoções e muita alegria. Foi bonito de ver.
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E, ainda, sobre a polêmica árvore de Natal: lá está ela, brilhando à noite. Mas ainda não é a árvore dos sonhos da população. Uma senhora, entrevistada por um repórter da RBS, disse com toda a sinceridade que não gostou. Concordo com ela. Talvez por saber que a história sobre seu custo e, principalmente, quem vai pagar a conta (R$3.7 milhões) não está bem contada.
sábado, 5 de dezembro de 2009
A ÁRVORE ACENDEU, APAGOU, ACENDEU E... APAGOU.
ÁRVORE DA DISCÓRDIA (1)
foto: elaine borges
A polêmica árvore de Natal, que custou R$ 3.7 milhões, hoje à tarde ainda recebia os últimos retoques para ser inaugurada daqui a pouco. O secretário de Turismo, Mário Cavallazzi, questionado pelo DC , disse que a árvore montada pela ParcoSul, responsável por sua "criação, execução, montagem e desmontagem", será paga 100% pela iniciativa privada, mas, "por questões de contrato eu não posso citar o nome das empresas".
A cerimônia oficial da inauguração será às 20.30 hs. Um pouco antes haverá shows com a banda Na Moral e a cantora Mallu Magalhães.
A ÁRVORE DA DISCÓRDIA
Mais informações sobre esse vergonhoso imbroglio leia aqui.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
FLORIANÓPOLIS: HORA DE REAGIR
A desordem no crescimento urbano é reflexo do descompromisso e da ostentação de uma gestão pública incapaz de enxergar os sinais de decadência de Florianópolis. Bastaria gostar da cidade para o gestor identificar as ameaças de deterioração social e econômica e investir em soluções rápidas. Mas o gestor ignorou o perfil de uma cidade fincada entre montanhas e mar, preferindo obras vistosas, como os viadutos, aliás, aqueles amontoados de concreto. O ano encerra-se com a cidade em estado deplorável. O tenor italiano Andrea Bocelli não cantará mais por R$ 4 milhões. Músicos da Itália terão de vir com ele e, assim, mais R$ 1,4 milhão de despesas. A árvore de Natal não sairá por menos de R$ 3 milhões, enquanto os fogos de artifício vão exigir mais um desembolso de quase R$ 1,5 milhão. Há os gastos de R$ 1,8 milhão com mais um kartódromo, e Schumacher exigiu um cachê de U$ 400 mil para vir dar uma voltinha de kart na pista. Foi para isso que o Sapiens Parque foi projetado?Neste cenário desolador, a cidade perdeu até o que tinha. Seus teatros vivem fechados, casas históricas em demolição, as raízes artísticas em extinção e nada é construído pensando na história e na vida de Florianópolis. Somos, hoje, uma cidade desconstruída, sem identidade. Todos os seus segmentos, quer culturais ou empresariais, estão adormecidos, quem sabe com medo de o governante prenunciar o mal, a exemplo de Floriano Peixoto, que matou dezenas de ilhéus em nome de uma falsa república. É preciso reagir. E, independente de ideologias e de partidos sem ideologias, Florianópolis necessita recuperar a sua dignidade para afastar o risco de o prefeito alienígena e irresponsável destruir completamente este manto natural que ainda espelha uma referência mundial em qualidade de vida.O silêncio da cidade é o verme que a consome.
O que causou estranheza foi o fato do jornal ter publicado tão dura crítica - e com razão. Como disse meu amigo Marcelo (que me repassou o texto acima) "talvez por cochilo do editor".